Programa de exercícios físicos na melhoria das aptidões físicas inerentes à saúde do portador de fibromialgia
Quarta-feira, 20/01/2010 10h12min
A fibromialgia é uma síndrome de etiologia idiopática cujo principal sintoma é a dor. Os pontos dolorosos e sensíveis à digito-pressão são capazes de determinar o quadro clínico dessa patologia. O Colégio Americano de Reumatologia, no ano de 1990, validou e publicou os critérios para se diagnosticar a fibromialgia. Dentre outros critérios, o paciente que possui ao menos 11 dos 18 pontos possíveis sensíveis à dor de pressão do polegar é dito fibromiálgico (Haun e colaboradores, 1999; Valim, 2006).
Para atenuar os sintomas da fibromialgia, enfermidade que reduz consideravelmente a qualidade de vida, utiliza-se tradicionalmente tratamento com uso de drogas alopáticas, bem como as terapias sem uso de remédio (fisioterapia, terapia ocupacional, massagens, acupuntura, exercícios físicos etc). Uma opção relevante desse último é a prática sistemática e supervisionada de exercícios físicos.
A literatura científica nacional e internacional vem, ao longo das décadas, ratificando a eficiência dos efeitos agudos do exercício físico na melhoria da saúde e da qualidade de vida dos portadores de fiobromialgia. Segundo Konrad (2007), a prática regular de exercícios físicos pode gerar efeitos benéficos frente à qualidade de vida de mulheres com essa síndrome. Vale lembrar que tal patologia tem prevalência em cerca de 90% dos casos acomete mulheres – majoritariamente em idade fértil.
As pesquisas publicadas relatam ganhos na qualidade de vida ao se realizar apenas uma categoria de exercício isoladamente, a saber: os aeróbios, os treinos de força muscular e os alongamentos. Sendo assim, caso exercite-se diariamente em apenas uma dessas modalidades – certamente – obterá progresso. No entanto, acredita-se que um programa de exercícios físicos que contemple os cardiorrespiratórios, os neuro-musculares e os de flexibilidade, seja mais salutar para proporcionar maiores avanços na aptidão atlética e favorecer o desempenho diante dos afazeres da vida diária.
De fato, toda pessoa carece de ter o mínimo de aptidão motora, a fim de executar as tarefas rotineiras com vigorosidade. A força muscular, a condição aeróbia e a flexibilidade são algumas das valências físicas inerentes à saúde que necessitam ser desenvolvidas com a prática de exercícios, seja em indivíduos saudáveis ou com situação patológica.
O programa de exercício físico aplicado a portadores de fibromialgia pode proporcionar ganhos significativos das capacidades físicas relacionadas à saúde, desde que seja feita uma prescrição adequada e coerente (Fleck e Kraemer, 2006). Conforme Silva e colaboradores (2007), o programa de condicionamento físico - com duração de 8 semanas - aplicado a uma mulher de 41 anos em estado de sedentarismo, obteve um aumento de 25,68% no consumo máximo de oxigênio, 6,77% na flexibilidade e mais de 20% de ganho de força muscular (nos exercícios multiarticulares de supino reto, remada baixa e leg press) na maioria dos exercícios prescritos para membros inferiores e superiores.
A fibromialgia é uma síndrome de ordem reumática que provoca uma regressão expressiva na capacidade funcional e, por conseguinte, na qualidade de vida. Os pacientes com essa patologia necessitam conhecer seu estado de saúde e buscar incansavelmente terapias capazes de amenizar os efeitos da síndrome. Para tentar a atenuação dos males orgânicos provocados ao fibromiálgico, o exercício físico é uma alternativa não farmacológica que pode fomentar melhor padrão de saúde.
James FernandesGraduado em Educação físicaPós-graduado em Fisiologia do ExercícioPersonal Trainer e avaliador físicoCREF 1.018-G/RNE-mail: jamesprof@gmail.com
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