Exercício físico: uma terapia eficiente no controle da pressão arterial
Sexta-feira, 06/03/2009 10h47min
O exercício físico é uma alternativa terapeútica relevante no controle dos níveis pressóricos. Ele é capaz de provocar uma série de respostas fisiológicas em todos os sistemas do organismo humano, especialmente no sistema cardiovascular.
A hipertensão arterial crônica é um dos principais problemas que a saúde pública tem enfrentado. O número de portadores de hipertensão tem elevado a cada ano em todos os países do globo. No Brasil, cerca de 15% a 20% da população sofre com a enfermidade, e apenas um quinto, sabe que é hipertenso e faz tratamento. Muitas vezes, essa doença não apresenta sintomas aparentes, isto é, faceis de serem notados. E quando diagonostícado, já estão certamente indicando um quadro clínico mais avançado.
Existem várias maneiras de poder se livrar dos sintomas da “malvada sileciosa”, assim chamada por não explicitar sintomas imediatos, todas estão relacionadas às mudanças no estilo de vida saudável e ativo, tais como: reduzir a ingestão de gordura saturada e sal; controlar o percentual de gordura corporal; evitar o consumo de bebidas alcoolicas; abolir o tabagismo e ser adepto da prática de exercícios físicos.
O exercício físico tem um papel importante no controle e no tratamento da hipertensão arterial sistémica (crônica), pois atua como uma das principais intervenções não-medicamentosas e como adjuvante ao tratamento a base de remédios, em especial, nos casos clínicos de hipertensão leve e moderada. A adoção à prática regular de exercícios pode fazer com que o hipertenso que tenha acompanhamento médico, venha a diminuir as doses dos medicamentos anti-hipertensivos ou suspendê-los por completo. Desde que continui os tratamentos não farmacológicos, sobretudo os treinos físicos regulares e os devidos controles dietéticos.
Tanto os exercícios aeróbios – caminhada, corrida, natação, entre outros – como os contra-resistência realizados com barras, anilhas, elásticos, máquinas e halter, são indicados para contribuir na redução da pressão sanguínea exercida sobre nos vasos. Estudos recentes afirmam que uma sessão de exercícios é suficiente para provocar uma diminuição no nível da pressão arterial, o qual pode se manter até 24 horas mais baixo, na maioria dos casos, em relação a um hipertenso sedentário.
O efeito hipotensor do exercício é substancial quando realizado com níveis de intensidade de leve a moderado, melhor dizendo, com intensidade de 60% a 80% da frequencia cardiáca máxima ou 50% a 70% do consumo máximo de oxigênio – estes aferidos em avalições física ou médica. A duração de cada sessão pode variar entre 30 a 60 minutos, embora as pesquisas indiquem 45 a 60 minutos com resultados mais expressivos, cuja frequência semanal é 3 a 6 vezes. Sendo assim, os parâmetros da prescrição do exercício devem ser minunciosamente monitorados e supervisionados por profissional habilitado diariamente.
Mesmo que você não seja hoje clinicamente dianosticado como hipertenso, mas que tenha histórico familiar de pressão arterial acima de 140/90 mmHg, é coerente procurar orientação de profissionais de saúde para se prevenir. Afinal de contas, a prática regular de exercícios reduz as chances de ser hipertenso em 35%, sendo esta prática, agente de profilaxia. Certamente você não queira fazer parte do time dos aproximados 20% da população nacional com diagnóstico de tensão arterial acima do padrão de normalidade, portanto lembre-se: a prevenção é sempre o melhor remédio.
James Fernandes Graduado em Educação Física – UFRN
Especialista em Fisiologia do Exercício – Universidade Gama Filho/SP
CREF 1.018-G/RN
E-mail: jamesprof@ig.com.br
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